7 lições das marcas para sua carreira pessoal

Dentre as atuais tendências no mundo da publicidade, uma das mais estimadas é o marketing de relacionamento. Foi-se o tempo em que tudo o que o consumidor queria da marca era comprar seu produto e fim de papo: as pessoas agora precisam entender todo o processo de uma marca para consumirem de empresas com ideais similares aos seus, e mais que isso, querem que essa experiência seja um canal aberto de relacionamento e não uma via de mão única. E, principalmente para as compras online, é muito importante seguir essas diretrizes. Deixar claro quem você é e qual a sua missão vai atrair clientes, estar acessível às suas dúvidas e demandas irá fisgá-los, e a experiência de compra como um todo é o que vai determinar se eles vão retornar ou não.Na hora de vender seus produtos ou serviços no meio artístico, também é muito importante ter noções de marketing — afinal, mesmo que pareça intangível, o que estamos fazendo no fim do dia é vendendo algo (seja um livro, uma performance musical ou a promessa de um plano de carreira bem traçado). Mas como fazer isso sem parecer estar “resumindo” sua paixão pela arte ao potencial lucro? Veja algumas dicas para aperfeiçoar seu eu-marca sem perder o eu-humano:

1. O produto se vende (quase) sozinho

Um produto de qualidade é o ponto inicial de qualquer venda. Não adianta nada criar uma boa estratégia de marketing para um produto ruim. Você pode até dar sorte no começo, convencer algumas pessoas de que aquilo é a melhor coisa do mundo, mas isso não vai se sustentar — principalmente na era dos “virais” da internet. A informação se multiplica na velocidade da luz, e isso é especialmente verdade para as críticas negativas. Se você prometer algo e não entregar, o consumidor frustrado vai compartilhar a má experiência e isso vai se alastrar facilmente até que você perca a sua (nem merecida) credibilidade. Mas calma, que mais pra frente vamos ver como usar tanto as críticas positivas quanto as negativas ao seu favor 🙂

É importante lembrar-se, portanto, de que o produto deve ser de qualidade porque é a partir dele que tudo vai se desencadear. Pense nele como a base de uma pirâmide, que será completada com a busca por patrocinadores, viabilizadores e fornecedores, oportunidades de exposição, estratégias de marketing, vendas e finalização. Se a base for fraca, nenhum dos outros itens se sustenta.

2. Inicie a conversa…

Você vai vender um livro? Já conte aos potenciais usuários sobre o que é a história, como é a protagonista, com quais outras obras ele se parece… Antecipar as informações que seus clientes vão precisar para fazer a decisão de compra te traz muito mais perto de “fechar negócio”. Pense na situação: você acha um produto que parece super legal e vai procurar mais informações sobre ele, mas não encontra. Você não entendeu bem para que ele serve, como funciona e qual modelo você deve comprar. Você vai atrás do contato da loja para esclarecer todas as dúvidas ou desiste de uma vez?

Entre na mente do seu consumidor e explique as coisas de uma maneira clara, falando com uma linguagem próxima e sincera. Um exemplo que eu gosto muito é a pantys — para quem não conhece, uma marca que faz calcinhas absorventes. Como o produto é uma novidade no mercado, algo ainda pouco conhecido, é natural que o público tenha várias dúvidas antes de considerar o consumo. Por isso, a marca montou uma página que explica de forma didática como as calcinhas funcionam, para quem está habituada(o) com outros métodos de absorção. Ela mostra desde a composição de tecidos até os cuidados diários e o impacto positivo ambiental da compra. Com as informações essenciais em mãos, você já pode pesar na balança e saber que fará uma compra segura.

Gráfico no site da pantys que explica o funcionamento das calcinhas.

3. … e se comprometa a mantê-la

Ao vender um produto, algumas pessoas se preocupam apenas com a experiência de pré-venda, ou seja, como a pessoa vai chegar até ali e ser convencida a realmente pagar por aquilo. Mas sua missão como provedor não pode parar por aí: manter um canal ativo de comunicação vai mostrar que você se importa com o cliente e com sua experiência junto do seu produto. Por isso, acompanhe as etapas de compra do cliente (ficando à disposição para atender a eventuais problemas que surjam nesse ou em qualquer outro momento), faça da entrega um momento especial com a embalagem e recados que irá mandar junto do produto, e chame a pessoa para um feedback algum tempo depois dela receber o produto (você pode enviar um e-mail perguntando se deu tudo certo e pedindo para que ela comente no site ou, por exemplo, poste um stories marcando sua página). Essa é uma relação em que todos ganham: seu cliente sai satisfeito da compra (ou talvez até com suas expectativas superadas) e sua marca se amplia mais um pouco.

Uma entrega especial, aliás, é uma ótima maneira de assegurar mais visibilidade: quem nunca quis filmar e postar o famoso unboxing quando a embalagem é fofa e o conteúdo surpreendente e bem pensado?

4. Transmita o quão importante o cliente é para você

É claro que todos nós precisamos pagar as contas, mas se você é um artista, imagino que seja porque tem uma paixão que quer dividir com o mundo e não pelos rios de dinheiro (até porque, se fosse isso, a gente teria ouvido nossas mães e ido cursar uma Engenharia). Então, você tem uma missão com seu consumidor, você quer sanar um anseio que ele tem, solucionar um problema ou responder a uma pergunta. Pode parecer algo intangível dependendo do que você faz, mas tente focar no quanto o cliente importa (e não porque é dele que vai vir o seu dinheiro). Poste conteúdos relevantes para a vida dele, acompanhe as etapas de consumo de perto, e não deixe de manter o contato para entendê-lo cada vez mais e, claro, estreitar o relacionamento.

Um exemplo que eu vivi recentemente como consumidora e que fez eu me apaixonar na hora foi a Sallve, uma marca de produtos de skincare. Eu já tinha visto algumas postagens patrocinadas e me interessado, mas não cheguei a ir além. O “pulo do gato” foi quando eles me ofereceram para fazer um teste online e descobrir exatamente do que a minha pele precisa. Esse era realmente um anseio meu; nessa onda de skincare, eu fico perdida na quantidade de produtos, cada um com sua função específica, e acabo não comprando nenhum. Ao fazer o teste, senti que a marca realmente se importava, pois respondi a perguntas super específicas (como a região onde moro e meus hábitos alimentares). Vi que era um conteúdo aprofundado e feito por especialistas. O resultado também surpreendeu, falando das áreas nas quais preciso focar, explicando os porquês e dando dicas. Eles nem sequer colocaram seus produtos como resultado do que eu especificamente precisava, mas eu já havia ganhado uma confiança nesse trabalho e fechei a compra. Recebi e-mails para cada etapa da compra e transporte, inclusive com tutoriais de como usar os produtos que receberia dali a alguns dias. Quando chegou eu já estava super ansiosa! A embalagem era linda e acompanhava uma cartinha muito querida, o que me fez postar a experiência online. E, para fechar com chave de ouro, o produto era ótimo e cumpriu o que prometia, garantindo a confiança que eu dei a eles e certamente criando uma fã devota.

As lições das marcas para sua carreira artística

5. Erros acontecem

O maior erro de muitas marcas é tentar abafar ou até ignorar um cliente insatisfeito. Como mencionei antes, notícia ruim se espalha rápido. E mais do que isso, você não criou sua marca para atender mal ao seu público, certo? Por isso, não se acanhe quando um problema surgir: ouça o cliente, trabalhe para solucionar o caso e implante as medidas necessárias para que o problema não venha a acontecer novamente. Assim, você melhora sua empresa, garante a satisfação e fidelização do seu cliente e pode até chamar a atenção de outras pessoas.

Nesse exemplo abaixo, a Southwest Airlines respondeu o cliente em apenas dois minutos, e já de maneira prática: já que ele indicou o assunto como urgente, eles se propuseram a verificar seu caso especialmente, de forma personalizada.

Josh Williams: “estou tentando (urgentemente) mudar uma reserva de um acompanhante menor de idade (não consigo fazer pela internet). Estou em espera há meia hora. Ajuda?” | Southwest Airlines: “Estamos aqui para você, Josh. Envie por mensagem privada o número da reserva e vamos dar uma olhada.”

6. Palavra de quem sabe

É muito mais provável um novo seguidor confiar mais na opinião de quem já é seu consumidor do que em você mesma. Afinal, é claro que você vai dizer que seu produto é ótimo, né? Por isso é tão importante não só estimular o feedback que comentei acima, mas também compartilhar ele. Faça reposts e compartilhamento de depoimentos, stories e outros relatos das experiências de compra que as pessoas tiveram com você. Assim, você mostra que realmente está entregando algo com valor.

Nos casos de serviço, esse pode até ser um conteúdo mais extenso, como por exemplo a prática da Efeito Orna no IGTV em mostrar clientes que dão exemplos reais de quais maneiras o curso online ajudou elas com suas carreiras.

7. Mostre quem você é de verdade

Se você tentar apenas empurrar seus produtos de forma “seca” e rasa, não vai construir o relacionamento que precisa para ter pessoas que realmente interagem com você, confiam na sua marca e vão querer voltar. Poste sobre o que você acredita, o que te inspira e o que te move. Encontre quais valores você divide com seu público e crie uma troca sincera de aprendizados. Não se esqueça que você, mesmo que debaixo de uma marca, é uma pessoa com sentimentos, gostos, desejos e características únicas; e é com tudo isso que se conquista novas pessoas.

[foto de Dominika Roseclay no Pexels]

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